Monday, August 24, 2009

Hiperligação

Tenho lido o vazio-absurdo do Império das Causas Perdidas, meu único e fiel leitor, e notei o quanto a existência de Desanestesias tem a ver com o ICP.
Não sei se também já é a hora de deixar esse lugar às traças, mas sinto muita dor em pensar em abandonar tudo isso. Não que alguém leia isso, mas me faz bem ter esse refúgio, um lugar onde eu posso sentir eu mesma, escondida no silêncio e nas dobras de uma página de registros pessoais. Clarice Lispector mergulhava numa máquina de escrever enquanto eu me deixo ser aqui nesse blog.
Imagino que talvez daqui à um século, quem sabe, algum estudante ou pesquisador de Letras, História, Sociologia, Psicologia ou sei lá o quê, ache esse endereço eletrônico e comece a estudar como se deu os primórdios da comunicação eletrônica, indo mais fundo na pretensão, quem sabe procurar um olhar cronológico através das mídias do início século XXI, ou até estudar as relações e costumes num mundo em que grandes mudanças sociais estariam acontecendo com o advento de tecnologias e comunicações online.
Talvez cheguem em Desanestesias através de um estudo psicológico-social sobre o neo-vazio beckettiano pós era Bush-WTC de ICP.
As pessoas mais sagazes notarão a história de um romance entre um casal depressivo onde o ápice do compartilhamento sentimental se dá quando ele termina. De maneira curiosa e ABSURDA, é no momento em que estamos separados que a intensidade dos nossos sentimentos aflorecem dando um ar dramático à esse bolero surreal inonimável. Eu diria até que Lord Byron e toda a trupe romântica Azevediana invejariam esse estilo literário criado entre os blogues.
Será que descobririam um de nós como descobriram Christabel LaMotte, na vida do poeta Randolph Henry Ash no filme Possessão? Ou Sylvia Plath? Ou as cartas de Frida Kahlo à Diego Rivera; de Olga Benário à Luis Carlos Prestes...
Sim, eu sei, é muita arrogância querer me comparar com esses ícones notórios do mundo histórico-cultural, mas aprendi que todo e qualquer registro é considerado cientificamente História. O que tive nessa época, tenho a certeza de que nunca mais terei no aspecto intelectual e por quê não emocional também? Já que não é com qualquer pessoa que podemos trocar tamanha afinidade criativa-emocional.
Portanto, a vida de ICP e de Desanestesias não deixam de ser uma referência literária historiográfica também.

Wednesday, June 24, 2009

O salto quebrado.
O vidro trincado.
As cores partidas.
Nada disso...
Algo despedaçou-se dentro de mim.

Pergunta aos oráculos.

Uma vez me disseram que se eu não existisse, Frank Miller me criaria...
Será que assim como Elektra e o Demolidor estou fadada aos amores-tragédias-gregas-impossíveis?

Tuesday, June 23, 2009

Desflorindo

E dessa vez que resolvi me molhar, peguei a pétala de mal-me-quer...

Thursday, June 18, 2009

Keeping the faith.

Se a Bíblia consegue provar para muitos que todos os descendentes de Abrãao existiram...Então, eu creio na Liga da Justiça, Macunaíma, Ícaro e Dédalo, Chinaski, Dumbledore, nos Perpétuos e ainda estou esperando por Godot.

Monday, June 15, 2009


Quando começam a equilibrar as diferenças entre temperaturas e pressões, a lucidez do sarcasmo se torna uma prece sem fim e o tédio se mostra insuficiente, dá até vontade de ser feliz...
Assim como seria Sísifo na visão de Camus.

Tuesday, June 02, 2009

Polissêmia Imperfeita

O coração é tal qual uma invenção moderna que tem causado forte dependência aos usuários, como um objeto celular, embora muita gente não saiba, o que é muito triste. Não dão um coração à você, é você que é dado à um deles.
Quando te oferecem esse pequeno músculo pulsante-vibrante, não estão te dando nada de coração. Dão um novo órgão de posse, um bem, algo que lhe pertence mas não é seu corpo. Dão à você algo vulnerável e ilusório. Te dão a necessidade de [re]carregá-lo freqüentemente para que continue vivo, a obsessão de olhar momentaneamente se há ligações, mensagens, checar se a hora certa foi perdida; lhe fornecem o medo de que seja roubado, de perdê-lo, de que possa cair, partir, despedaçar.
Dão a marca e a mania de mostrar e de comparar ao dos outros. A mania de querer freqüentemente trocar por um modelo melhor. Te dão o trabalho de reaprender a usar e se adaptar a cada troca feita. Dão a obrigação de armazenar tudo na memória.
Quando lhe dão um coração estão lhe dando algo para ouvir e falar diariamente. Dão algo que no momento do merecido silêncio tocará sons polifônicos dos mais diversos tipos. É um aparelho de onde saem vozes estranhas ou as mais familiares, ou às vezes estranhas que lhe parecem familiares. O celular é algo que pode mudar o seu humor em poucos segundos. O coração é algo que pode mudar a sua vida em poucos segundos. O celular é um aparelho que às vezes nos dá a vontade de tacar na parede. Quando lhe dão um coração, estão te entregando um convite ao primeiro canto de Dante e lá não há caixa-postal nem torpedos de Eros.
E então, qual é o número do teu coração? Inspirado no conto de Julio Cortázar

Thursday, May 28, 2009

Uma nova canção.

Ainda atordoada, pousei minha retina com a delicadeza de quem marca a vida com suspiros e pontapés. Uma sinestesia dentro de mim esperava a tempestade passar nos últimos tempos...
Agora repousando dentro do meu casulo, visualizei aquele semblante com aqueles olhos de primeira vez. No ar a sensação de paz e arrego guardava a memória de uma máscara melancólica e soturna. Quis encarar o espelho pronta para me defender, mas os seus olhos sequer me acusaram : aquilo que foi o meu vício de outrora não necessitava de mais cuidado.
Remexendo nas minhas vias interiores, vi o reflexo de toda uma vida abstrata, conceitual. O efeito durou uns sete minutos e algumas epifânias.
Talvez a beleza noir dela fosse um mistério indecifrável da alma e do corpo que não dialogavam entre si. Talvez aqueles gritos tormentosos e sinceros fossem versos da poesia inevitável da dor do existir. Talvez...

Ela abriu a porta e arrastou consigo tudo o que a leve brisa carrega suavemente pelos ares. E eu não pude dizer nada. Estranho é se descobrir assim e ver que de repente o mundo fica mais singelo e bonito.
O fato é que, mais uma vez, não por acaso, vida e arte se confundem e me confundem. E não por acaso deixei parte da dor esquecida num jardim de inverno.

Friday, May 22, 2009

.funhouse.

Eu só queria saber qual é a tão falada parte boa do trabalho no funcionalismo público?

Às vezes me sinto brincando de cabra-cega, queimada, amarelinha (eu sempre caindo no inferno) pique-esconde e ainda sinto a alfinetada do rabo do burro em mim.

Mas o pior é que são sempre os elefantes coloridos que levam a melhor parte por aqui...

Monday, April 27, 2009

não me faça fantasmas das tuas lembranças
você marcou o rio tempo com rastros de contracorrencia
mas seus cabelos cresciam a esmo
e se confundia a nascente e a correnteza
os teus músculos desafiam o que o meu coração tem de mais exato
e os meus pés não se cansam ainda de seguir os seus antepassos.

Monday, April 13, 2009

Travess[o]eiro



Me afoga no teu colo e me beija aquela linda canção de amor.

Thursday, April 02, 2009

What are you doing?

Did you Tweet today?

If you are on the Twitter craze, be sure to check me out and follow me.

[Be safe and have a good weekend. Let me know what you have going on, not sure what I'm doing yet.]

Friday, March 20, 2009

Espelho, espelho meu, existe alguém mais trouxa do que eu?

The last laugh

http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=2289676&tid=2538362907167349056

Se eu fosse adepta a esse estilo de falta de criatividade e auto-afirmação com certeza eu seria mais valorizada por aí...

Momento Bukowski

Trouxas são os que falam com o coração à quem só quer ouvir com o que tem entre as pernas!

J'adore!

Meu amor, não sei se falo aqui sobre você ou sobre o amor.
Parece ser tudo a mesma coisa!
Seus olhos sempre me almejam carinhosamente e o mundo pára quando olho teus movimentos únicos que pontuam o universo de lindos acordes dissonantes.
Você tem o tamanho do infinito.
E tem o poder de mudar meus estados físicos e de me propagar em ondas de rádios ou fótons de luz.
Seu abraço me enlvolve em horizontes jamais explorados.
E a sua ternura é o compasso das nossas risadas inebriantes.
Você é o meu amor de pelúcia!
E o amor que escolhi para a minha vida!
Se sonhos acabam? Eu quero esse eterno!
Amo você, demais, meu amor!

Thursday, March 19, 2009

Fragmentos antigos

...E foi por isso que perdi
o meu mais doce olhar
no medo, no frio e na solidão
que abraça o mundo do outro lado e
que a tudo quer ver, ouvir e silenciar.
Deixei que o meu olhar repousasse
sobre a escuridão silenciosa da noite
nas tormentosas insônias
das minhas pálpebras molhadas
e dos meus impáfidos gestos reversos.
Para que no momento exato
ser despertada e salva
daquele seu cálido feitiço impiedoso...

Wednesday, March 18, 2009

Retórica

O mundo tem me parecido tão graaaaande!!!

Será que eu [ou você] é que tem ficado tão pequeno?

Cegueira

Há algo em você que muita gente vê e só eu não vejo...


Não deveria ser o contrário????

Saturday, February 21, 2009

Tuesday, February 17, 2009

partida

o coração é algo tão delicado antes de partir.

Monday, February 16, 2009

"Eu ainda desenho como se meu traço pudesse receber o apreço do teu olhar"

[Lourenço Mutarelli]

Nunca mais!

Nunca mesmo...



[mentira]