O mundo tem me parecido tão graaaaande!!!
Será que eu [ou você] é que tem ficado tão pequeno?
Wednesday, March 18, 2009
Tuesday, February 17, 2009
Monday, February 16, 2009
Monday, December 15, 2008
Sobre o [meu] amor
Cabelos lavados, olhares piscados, desejos secretos, notas de uma melodia já tocada e que conhecemos bem. Flertes, suspiros, segredos, almas suadas com o coração na palma da mão. Sorrisos e esperanças, eu dissimulada, ele sorri.
ele muito homem, muito menino, muito príncipe, muito meu. desde a primeira vez eu o quis, e hoje muito mais.
moro agora neste lugar encantado, um descampado de pele alva e macios, tão meus que me fazem sombra para o meu descanso. e tão perfeito que é o encaixe que me faz sentir que ja éramos um. o seu abraço me circuscreve no peito morno e cheio, meu melhor regaço. me carrega nos ombros e eu em lúdica segurança prometo amá-lo fácil.
ele que guarda as cores exatas da madrugada na sua pele marcada. carrega em seu olhar todo o resto da minha existência que desde o primeiro momento lhe entreguei.
às vezes ele se faz sério, como em suas observâncias, às vezes ele se lança dominador me orientando nas exatidões que sempre teimo em discutir. traz aí o que me pesca: a clareza dos que pensam. mas é no seu olhar profundo que me afogo em sentimentos tão certos e tão dele.
gosto da sua segurança madura que me envolve em carinhos. deitada ao seu lado eu me refugio na escuridão e redesenho em percurso cada movimento dele. gosto de contornar cada respiração de sono colada à minha pele. travesseiro, eu serena e justa em seu colo.
gosto quando fala de coisas simples como músicas preferidas, de como brincava no campo e como eram as suas travessuras pueris. gosto quando lança teorias inexatas sobre relações exatas, quando se perde nas estrelas e tenta falar, prever o tempo e o futuro. gosto quando me diz o quanto gostaria de ter um hobby e como gostaria de se casar de novo [comigo?]. gosto de como organiza a sua rotina, sempre perfeita, de como adora a cerveja nos finais do expediente e até o café coado das manhãs. gosto de quando ele diz coisas obcenas, quando fala de história, política e até de insetos. gosto de quando faz perguntas lógicas sem respostas ilógicas. gosto quando me ouve e até quando não me ouve mais. gosto quando me diz bem baixinho o quanto me ama e o quanto gosta de ouvir bem baixinho também que o amo demais. ele, meu guia,
meu ponto de fuga, meu encontro, meu labirinto, meu reflexo, meu exato enquadre de tão idênticos e opostos que somos.
ele que me apaixono sempre como se fosse pela primeira vez. sempre que coloco meus olhos em suas aparições, ele que me surpreende, me conquista, me assusta de alegrias e me afoga de felicidades. ele que me imprime a cada olhar que lança certeiro do seu amor por mim. ele que me faz incompreender o impossível. ele que escolho como meu último amante. ele que me faz ter vontade grande de abraçar eternamente. ele que me faz ter vontade de dançar uma linda canção sempre. eu amo.
[retrô]visor
Os sonhos têm fragmentos de realidades, e as realidades fragmentos de sonhos.
Você é um sonho ou uma realidade?
Você é um sonho ou uma realidade?
Tuesday, November 25, 2008
Monday, November 24, 2008
Lapsos # 02
Fotografar é um beijo invertido, então olhar é dar movimento à saudade inerte.
Há fotos que têm cheiro de gaveta, algumas de licor, outras de calendário vencido, mas as que ficam perdidas navegando pela aorta são aqueles que têm cheiro de abajur.
Seus feixes de luz atravessam a escuridão da alma e não conseguem olhar para trás.
Outro dia vi uma fotografia dessas, com cheiro de abajur. Abri os olhos, senti novamente aquele aroma de música de câmara e vi que já não sentia mais os pesos de nada...nem da alma, nem do coração, nem do rim... de mais nada...Apenas sentia a síncope do coração, como uma nota de um tango...Os olhos no limite das lágrimas, o pé marcando o ritmo e o compasso...E tudo se encaixando como deveria ser...
E agora estamos aqui apenas tentando atravessar o nosso tempo. Um tempo presente de um verbo inconjugável.
Tudo isso porque o nosso pretérito sempre será menos-que-perfeito.
Saturday, November 15, 2008
"Ela amava o muro de concreto frio como se fosse o lençol mais quente e macio de um hotel luxuoso de Paris"
Uma sensação nostálgica aparente vinha com o vento do mar para fazer prova dos pregadores de roupa. Uma leve brisa soprava um ou outro lençol que se perde na paisagem entre os concretos. Os cabelos formam emaranhados e estão presos em laços que se escondem pela noite fria. Por alguns momentos pode-se imaginar como seria se o vento do mar pudesse levar tudo o que nos pesa tanto.
Contemplação. A pressão e dificuldade para respirar golpeia o coração e o rim que outrora abrigavam seus sentimentos mais sinceros e profundos. Cerrar os olhos dói demais. Os sonhos já foram despedaçados. Cansaços e decisões. Amor e saudades. Suspiros e gemidos. Flores e lençóis.
E a certeza de que nunca, em nenhuma parte do mundo encontraria aquilo que a completasse como foi aquela época de tormentos intelectuais. Sim, o pleno delírio. O infinito do finito. A inSANidade sincera dos que amam.
E ela imagina um longo varal entre o seu prédio antigo e aquela Bela Vista.
Sim, ela voltará a falar sobre lençóis.
Contemplação. A pressão e dificuldade para respirar golpeia o coração e o rim que outrora abrigavam seus sentimentos mais sinceros e profundos. Cerrar os olhos dói demais. Os sonhos já foram despedaçados. Cansaços e decisões. Amor e saudades. Suspiros e gemidos. Flores e lençóis.
E a certeza de que nunca, em nenhuma parte do mundo encontraria aquilo que a completasse como foi aquela época de tormentos intelectuais. Sim, o pleno delírio. O infinito do finito. A inSANidade sincera dos que amam.
E ela imagina um longo varal entre o seu prédio antigo e aquela Bela Vista.
Sim, ela voltará a falar sobre lençóis.
Thursday, November 13, 2008
Sunday, September 28, 2008
Thursday, September 11, 2008
Fragmentos
O mundo visto pelos teus olhos é clichê demais. Como um par de buquê-amor-perfeito-bem-amadurecidos.
Sunday, August 31, 2008
Ode à ambiguidade
O universo é mais
amplo que o breu
Egoísmo,
Individualismo,
Umbigocentrismo
Pode abrir os olhos
A escuridão vem de dentro
Do seu próprio UMBIGÜO
amplo que o breu
Egoísmo,
Individualismo,
Umbigocentrismo
Pode abrir os olhos
A escuridão vem de dentro
Do seu próprio UMBIGÜO
Monday, July 14, 2008
Agora já não há mais jeito, meu amor. Você destruiu tudo em querer fazer diferente dessa vez. Você estragou a nossa brincadeira de brigar.
Vou começar a encaixar as nossas cócegas, embalar as lágrimas, jogar fora da memória os momentos únicos de nossas vidas...E me despeço agora de todo o presente, dos tempos verbais, das nossas conjunções, não há mais como haver um futuro-mais que perfeito e não há mais sequer um passado-nada-perfeito...Nem eu, nem tu, nem eles ou elas...E já não há mais nós. Nem cegos, nem surdos, nem mudos.
Estou interseccionando tudo, até um dia te encontrar na rua e não te reconhecer. Nunca houve brilhos eternos.
Prefiro isso do que acreditar que tudo foi uma grande mentira. Agora, meu bem, será a minha vez de me enganar. Então, a partir de agora, eu não te amo mais!
Monday, April 28, 2008
esplendor
aquela ausência de histeria, aquela profundidade na concavidade daqueles sorrisos ocultos a deixava em estado de trégua.
lá onde entravam e saíam todas as emoções. emoções cálidas, ora dormentes, ora tormentosas. lá onde a acidez e a amargura eram contínuas. lá onde já não se reconhecia a doçura que sempre vertiam aquelas teimosas lágrimas em esquizofrenias tempera[MENTAIS].
gostava mesmo era das mordidas e dos ruminantes blábláblás que eram bebidos aos goles daqueles complexos astroLÁBIOS.
os olhos?
esses eram traçados apenas para beijar e se guiar naquela cínica imensidão do céu.
Wednesday, April 09, 2008
estréia
pintei o cabelo. desfiei franjas. ousadia. comprei sapato novo. vestido magenta. uma cor sem sentimento. passei rímel. blush. batom vermelho. essência de arco-íris com notas florais. uma pausa. alguns devaneios. inédito enquadre.
ensaios. hiatos prolixos. retóricas. sarcasmos. risos entorpecentes. duelos de semânticas. bilhetes. fotos. folhetins. lado b. diazepan. delírios de lírios. vinho tinto suave. anestesias.
e agora vou me preparar pra ir lá
ensaios. hiatos prolixos. retóricas. sarcasmos. risos entorpecentes. duelos de semânticas. bilhetes. fotos. folhetins. lado b. diazepan. delírios de lírios. vinho tinto suave. anestesias.
e agora vou me preparar pra ir lá
A Rosa Profunda
"Bem no fundo do sonho estão os sonhos.
A cada noite quero perder-me nas águas obscuras
que lavam o dia, mas sob essas puras
águas que nos concedem o penúltimo Nada
Pulsa na hora cinza o obsceno portento.
Pode ser um espelho com meu rosto distinto,
Pode ser a crescente prisão de um labirinto
Ou um jardim. O pesadelo sempre atento.
Seu horror não é deste mundo. Causa inominada
Alcança-me desde ontens de mito e de neblina;
A imagem detestada perdura na retina
A infama a vigília como a sombra infamada.
Por que brota de mim, quando o corpo repousa
E a alma fica só, esta insensata rosa?"
Jorge Luis Borges
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