Há muito tempo venho pensando em atualizar esse blog, mas a Sra. Procrastinação, a Dona Preguiça In[v]fernal e o Relaxus Hediondus estão sempre rondando esse meu pobre corpinho tão frágil, meigo, delicado e fácil de ser sucumbido por males de outros mundos.
Sem contar que, desde que o Estatuto da Criança e do Adolescente passou a pregar a liberdade religiosa, eu parei de pedir proteção espiritual pro Papai do Céu, o que me torna uma presa fácil para abduções interplanetárias de ordem espiritual.
Queria ser mais forte e resistir às tentações morosas desse pecado capital que invade minha pobre alma, mas não adianta, não há reza brava, nem sessão descarrego, nem trio elétrico urrando "Xô preguiça!" que me livrem desse mal, amém.
Eu sinceramente, morro de inveja dos blogues que são atualizados momentaneamente. [Como ando acumulando pecados capitais, meu santo Tinhoso!] Sonho em um dia ser uma ociosa profissional e ficar só atualizando o meu blogue pra ninguém ler, apenas na companhia virtual dos meus únicos leitores Shigueo e Maurício. E sonho também em um dia ser uma pessoa fantástica com um milhão de amigos só pra ler o meu blogue.
Mas o meu alter ego não permite isso. O meu eu lírico já acorda com o lirismo de um ogro feio e bravo rosnando e clamando por sangue[nada do ogro emo Shrek!]. Meu alter ego matinal não tem nada de propaganda de margarina, musiquinha "Happy Together", sorrisinho alegre e angelical, nada de começos felizes pra ter finais felizes como todo script de filmes água-com-açúcar que todo namorado só assiste por amor, pressão e tortura.
Eu realmente gostaria de ver a vida com mais alegria, com cara de novela da Glória Perez, onde o bandido também sempre tem um final feliz garantido...Aliás, no caso dela, recentemente, a vida imitou a arte também.
Essa minha visão monocromática de cão, que se opõe à vida colorida de coração de mãe em que sempre cabe mais um. Ou de um GLBT, que sempre cabe mais uma letra do alfabeto, tem me tornado tão depreceativa dos aspectos humanos de um indivíduo.
Ontem peguei a árdua tarefa de um trabalho e qual não foi a minha surpresa quando percebi que graduandos em História não sabem escrever! Fiz inúmeras caras de "WTF", vulgo What the piiiii. O tempo todo!!! Quantos clichês pra explicar a globalização e os meios tecnlógicos atuais. Só não compartilho as pérolas aqui porque sou muito malvada [HáHáhá!] e respeito os direitos autorais de tamanhas imbecilidades.
Tem gente que acha que ao lançar mão da ênclise na fala dá um certo ar intelectual. Falar pra trás é coisa de andar pra trás, um retrocesso na linguagem culta e não o contrário como pensam...E o povo pseudo intelectual acha lindo! Nem com licença poética isso soa bem. Apenas Yoda para trás pode falar, mas Yoda Mestre Jedi é!
Bom, voltando aos finais de novelas e pecados, me lembrei de um caso com uma "amiga", digno de novela do Manoel Carlos. Aquele que adora fazer os personagens dançar a "quadrilha" de Drummond. Minha "amiga" hoje tem vivido o inferno por estar acertando as contas com o Deus dela. Pois como clichê que ela é, aqui se fez, aqui se paga: no passado ela fez um ex namorado trair a nova namorada, ou seja cornearam uma menina doce, inocente e angelical com maldades carnais e egocêncricas. Hoje, que ela namora outro cara papudo, amante de lisonjeios e galanteios e outros eios mais que toda a mulher acha ser prova de amor total, ela é que é a corna do atual com a ex dele. HáHáHá! E depois acham que Deus perdoa tudo e que Ele não faz acordo com o Tinhoso! Sofre cadela pecadora, pelo mal que causaste às pessoas alheias! Pior é que ela se diz amiga da tal namorada do ex...Talvez a ex do atual também seja "amiga" dela né? E "adora-a" com muita ênclise no clichê! Vá entender!
É isso aí, cada um na sua, com seus pecados, seus clichês e eu na minha!
C U! [Antes que se ofendam, deixem me explicar, é assim que os gringos abreviam o clichê "See You!"]
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