Wednesday, December 28, 2005

Hoje tô de Maul...

"I´d sacrifice my best life
to have you at my side
like a dream I see your face
throught the mistic haze
we were amid the Stars
and time never healed my scars
deep in side the fire burns
I must return"

Saturday, December 24, 2005

Give me a reason...

Glory Box - Portishead

I'm so tired of playing,
Playing with this bow and arrow,
Gonna give my heart away,
Leave it to the other girls to play.
For I've been a tempteress too long,
Give me a reason to love you,
Give me a reason to be a woman,
I just want to be a woman
From this time unchained,
We're all looking at a different picture,
Through this new frame of mind,
A thousand flowers could bloom,
Move over and give us some room
So don't you stop being a man,
Just take a little look from outside when you can,
Sow a little tenderness,
No matter if you cry
Its all I want to be, a woman
So I just want to be a woman,
For this is the beginning of forever and ever
Its time to move over now,
(So I want to be)

Wednesday, December 07, 2005

Do nosso grito

E foi no meio desse delírio dormente
Nutri o que meu coração insone clamava
A voz da minha alma tão só e ardente
Por seu suave calor implorava

O grito febril que, com desdém me tomava
E me atirava no abismo de agonias
O grito latejante que outrora me curava
Mas agora em meu pobre leito desafina

O grito insuportável, que emudece a beleza
Descobre a carne insana e mascarada
O grito petrificado de entonações da realeza
E que jorra o calor latejante da dor desgraçada

E como uma flor perfumada e leviana
Os meus lábios procuram os seus em sonhos
E cala o grito que rasga ao vento e sangra
Sufocando calorosamente os suspiros dos olhos

(Ilustração, by Maul)

Tuesday, December 06, 2005

Ele vomita grosserias
e dedos absortos de tanto pen[s]ar
mutilados e em relutância
Ela ali então,
falseia um bem estar
e envolve no canto desesperado
gemidos dissonantes.
Náuseas magentas pigmentam o ar
Ecaaaa!
[Eco]
Aaaaarrrghhhhhhhhhh!!!!
Gritos
A encomenda sem remetente
que reclama a carne rasgada
de prantos e na tentativa inútil de anemizar a dor
Ódio
Grrrrrrr(ritos)
E a rotina-ritual-redundante
que transformam mãos incompletas em eternidades.
Sete dedos na mão como caminhos a apontar
afobada por esses apontamentos,
ela ríspida prepotente,
de quem aglutina dissabores
e ressonâncias rubras de desespero.
Ingratidão [?]
Não...
É apenas a discordância e a assimetria
dos gemidos e dos gostos [amargos].
Desapontava-se ao olhar seus dedos mutilados.
Ficaram-se os anéis

E os grrrrr[ritos]

(Ilustração : Maul)

Sunday, December 04, 2005

À minha querida Mamãe,

Dia 12 de abril...A princípio um dia como outro qualquer, se não fossem os fatos que tornam todos os dias únicos e especiais, para cada um...
Hoje acordei mal, incomodada, mas contraditoriamente em paz. Isso deve ser sintoma do amor que sinto, que sempre senti. Essa calma, essa serenidade...Então, hoje cedi lugar para o silêncio. Tentei lembrar da tua voz chamando o meu nome. Às vezes enfurecida com meus atos impensados, às vezes com muito carinho, e muitas outras vezes com o tom imperativo exigindo respeito e obediência...Como era gostoso ouvir o meu nome pronunciado pela tua boca!
E redundante seria eu repetir que sinto a tua falta.
Sinto a tua falta, mas também te sinto junto a mim. Um paradoxo: A ausência que mostra a presença! Assim tem sido. As lágrimas são inevitáveis pelos meus olhos quando me lembro do teu abraço acolhedor, do teu toque sublime. As lágrimas, as mesmas que herdei da tua fácil e bela comoção diante do belo ou do triste.
Não me envergonho delas. São sinceras; limpas; são lágrimas minhas. São elas que agora adornam o meu rosto de insegurança! São elas que expressam o medo que tenho das respostas do amanhã. São elas as sinceras e limpas, as lágrimas minhas! Tenho medo, mãe, tenho medo de me tornar fraca como tu nunca foste! Tenho medo de desistir como tu nunca desistirias! Navegar é impreciso, eu diria. Mas é preciso navegar, tu dirias.
Hoje fazem exatamente 52 anos que você, essa pessoa tão maravilhosa veio ao mundo! E também essa semana está fazendo 4 anos que não a vejo, que não a posso tocá-la, nem sentir aquele perfume materno e acolhedor...
A imensa vontade que tenho de abraçar, de sentir aquele toque de mãe e deitar no seu colo pra ganhar aquele cafuné que me remetia há tempos bem antigos em que o meu coraçãozinho pulsava junto com o seu, num corpo só...
Sim, morro de saudades de ti...A imensidão dessa saudade é tão infinita quanto o amor que sinto como sua filha.
Morro de saudades daquele pudim de claras, da abobrinha com ovo que só você conseguia fazer com tamanho amor. Daquela sopa quente num dia frio de inverno me esperando à meia noite depois de um dia duro de trabalho e estudo. Das vigílias que fazia ao meu lado quando eu adoecia. Morro de saudades de alguém me chamando a atenção por algo que teimosamente insisto em errar, e que é preciso apenas aquele puxão de orelha que só uma mãe sabe dar. Talvez por isso tenho cometido tantos erros ultimamente, talvez na esperança de ter novamente alguém me “enchendo o saco”, como uma mãe faz...Morro de saudade daquelas noites e madrugadas sem dormir que passávamos trabalhando ou até mesmo conversando sobre tudo e sobre nada. Morro de saudades das histórias bizarras da família e da sua infância; das lições de moral que me dava; ou das coisas que humildemente você me questionava, por ter tido uma educação escolar modesta e limitada. Morro de saudades do exemplo da mulher forte, batalhadora e incansável. Da mãe coragem, da mãe perseverança, da mãezona. E por fim, morro de saudade de uma mãe exemplo pra eu me apoiar, e não errar na minha condição de mãe.
Quantas coisas ainda tenho para compartilhar, quantas perguntas a te fazer, quantas experiências a ser trocada, quantos aprendizados, quantas trocas de afeto e amor, quantos abraços ainda quero te dar...
Hoje, mesmo longe de você aprendi mais uma coisa. Aprendi que não são aos olhos da mãe que os filhos serão eternamente crianças...Nós, filhos é que precisamos eternamente do carinho, amor e colo de mãe.

Nota: Esse texto foi escrito e publicado no meu blog anterior em abril desse ano. Mas é o que constantemente sinto, independente de ser o dia do aniversário dessa mãe maravilhosa que eu tenho.

Friday, December 02, 2005

Do meu ex-álbum...


Queimo lâmpadas e desrealizo desejos...
Eu, GENIOSA. [E sem o meu véu]

Thursday, December 01, 2005

Histórias de Cronópios e Famas

Cortázar permitiria???
Pelo sim ou pelo não, aí está uma historinha gerada em brincadeiras por scraps, escritas pela Joy e por mim.
enJOY!


Joy Joy: O cronópio pequenininho buscava o equivalente em inglês para a palavra "bambolê", mas, para q pudesse encontrar a palavra adequada, precisava o cronópio dar uma boa rebolada. Aqui se detinha o pequenino, pois necessitava de um bambolê para rebolar, e não sabia como pedi-lo ao dono do Wal-Mart. "

San: Então, o cronópio pequenininho se pôs a dançar pelas gôndolas do Wal Mart que tinha no pulmão da feira se San Telmo...Dançava o cronópio ao som de bolhas de sabão multicoloridamente instáveis, feitos com a pasta de dente bicolor encontrado na seção infantil...Assim as próprias bolhas o envolveu formando um bambolê com as cores do arco-íris...Hora um bambolê violeta, hora azul, hora cor-de-rosa, hora cor-de-cronópio gargalhante.Então, embriagado de tanta alegria pôs se a agitar as mãozinhas para cima irritando os famas e despertando as borboletas sobre os patins....

Joy Joy: René e eu não nos víamos há pelo menos seis anos, e nunca vou entender pq de repente ele ficou com tanta vontade de nos encontrar na autopista q devia percorrer em viagem para casa, no Gard. Poderíamos ter nos encontrado cem vezes em Paris, mas os cronópios são assim mesmo e de repente René ficou a fim de se meter em todos os parkings, um atrás do outro, até me encontrar..

San: René era atropelado todos os dias, um atrás do outro enquanto te esperava e vc não sabia...Mas, René achava que era cócegas e afagos e não um atropelamento...Os cronópios tem o poder de transmutar a dor em difusões caleidoscópicas...A frequência é ressentida e refeita no oco do asfalto... René morria de rir todos os dias nos parkings e se fosse à Paris, como um cronópio, ele se assassinaria afogado em seu lacrimário...